Por:
Clerisvaldo B. Chagas, Crônica Nº867

ESPÍRITO
DE CAIM
Muitas vezes ficamos a meditar o que acontece com o homem ou se é a transformação do próprio
homem quando assume o poder.
Os candidatos a prefeito ou a governador, esses
que ficam mais perto de nós, prometem tudo, como é conhecida a velha tecla, que
nem responde mais. Educação e Saúde têm sido a plataforma e engodo dos que
pretendem chegar ao trono. E quando o tal candidato chega lá, não se considera
um gestor do povo, mas sim, o patrão do povo, como se o estado ou o município
fossem as suas sesmarias particulares. Fala-se tanto em Educação, mas na hora
anual do reajuste, defende o montante como se fosse seu, negando o que antes
pregara com tanta veemência. A falta de dinheiro nunca foi uma notícia
razoável, pois ninguém viu faltar dinheiro a governo. O gestor público, então,
age da mesma maneira que agia quando era particularmente o patrão de alguém. Um
pagador na marra. Podendo pagar a dois empregados com a mesma quantia, não paga
essa quantia a um só. Obrigado a pagar direitos, faz tudo para “capar” alguma
coisa do seu fiel auxiliar. Isso é próprio de certos indivíduos, inclusive já
nos deparamos na prática com um deles.
É com esse
espírito de Caim que esse patrão, rico e ordinário, “mão de vaca” em benefício
próprio e não em benefício do povo, administra a prefeitura ou o estado,
fazendo penar os seus funcionários públicos, em estilo egípcio dos faraós.
Conhecemos certo governador que pregava pela imprensa nordestina a situação de
progresso financeiro do estado de Alagoas, mas no tempo do reajuste negava
aumento alegando falta de verba. Os cofres do estado estão abarrotados,
atualmente, porém, uma tabela de reajuste para a Educação entra numa luta de
escravos contra patrões. O grandão ainda alega que nem tem dinheiro para pagar
aos aposentados pela nova tabela. E a lei ainda não chegou para esses infames,
Tio Patinhas que não se conforma em juntar e juntar ao mesmo tempo em que
massacra. Assim era quando agia particularmente, assim continua sendo, porque o
povo diz que “pau que nasce torto, morre torto”. Temos que lutar por
uma lei em que o mau gestor não passe de um ano no poder. Enquanto essa lei não
chega, funcionário público vive de greve em greve para tentar garantir o pão à
mesa. Inclusive, seis governadores já foram declarados inimigos da Educação.
Bem diz
quem sabe que quando o homem de bem não entra em política, o cabra safado toma
conta. O peste marcado pelo satanás, o ESPÍRITO DE CAIM.
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